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Published on | by Suzana

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Variante Espiritual do Caminho Português

A Variante Espiritual do Caminho Português a Santiago é uma rota alternativa que começa depois da cidade de Pontevedra, na Galícia, Espanha, que é onde os caminhos Central e da Costa se unem. Quando fiz o Caminho Português da Costa, tive várias surpresas e conheci várias pessoas bacanas que me deram dicas sobre outros caminhos e aumentaram, assim, a minha lista de Caminhos de Santiago pra fazer ao longo dessa vida.

Quando ouvi falar pela primeira vez sobre a Variante Espiritual do Caminho Português, há uns 4 anos, essa rota alternativa não era tão conhecida e difundida, e nos era apresentada como algo mágico e com muito encanto, que só alguns conheciam.

Variante Espiritual do Caminho Português: mapa da variante

Clique na foto para abrir o mapa e guardá-lo

Pois bem, guardei essa informação e segui adiante no Caminho Português. Lá pra frente, depois de passar de Pontevedra, vi exatamente o lugar onde os caminhos se dividiam. Estava tudo muito bem marcado. Mas, como era minha primeira vez no Caminho Português, decidi seguir pela rota tradicional, deixando a Variante Espiritual para outra oportunidade.

Variante Espiritual do Caminho Português: siga pelo lado esquerdo

E essa oportunidade finalmente chegou!

No último verão aqui na Espanha, um amigo veio me visitar porque tínhamos que colocar o papo em dia e matar as saudades. E eu propus fazermos tudo isso caminhando 😀 Porque conversar sentado em um bar tomando cerveja é fácil, mas cansa, gasta-se mais e engorda-se mais ainda. E caminhando é exatamente o contrário: ganha-se saúde, perde-se peso e você nem nota o cansaço 😉

Fiz um treino de caminhadas pra preparar o corpo novamente pra aguentar jornadas de 25 quilômetros, e nos lançamos à nova aventura!

Variante Espiritual: Igreja da Virgen La Peregrina em Pontevedra

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Etapas da Variante Espiritual

Meu amigo voou de Londres a Santiago de Compostela, e de lá pegou um trem a Pontevedra, cidade de partida pra percorrer a Variante Espiritual do Caminho Português. Nessa primeira noite dormimos em um hostel muito confortável, o hostel Peregrino, que fica bem em frente ao Albergue de Peregrinos de Pontevedra. Nós não queríamos ter problemas com o horário para entrar no albergue (da outra vez, por chegar 15 minutos depois das 22:00, devido às festas da cidade, tive que pular o muro pra entrar porque o portão já estava trancado e ninguém podia nos abrir) e por isso decidimos reservar um quarto duplo, sem horário pra voltar pra dormir. Mas antes da meia noite já estávamos na cama, pra poder madrugar no dia seguinte.

Primeira etapa da Variante Espiritual: de Pontevedra a Armenteira (21 Km)

Fomos andando na penumbra e seguindo as flechas que vão pela rua paralela à rua principal, até chegar no centro histórico. Um último olhar de agradecimento e de pedido de proteção à Virgen La Pelegrina, padroeira da cidade, e seguimos caminhando.

A primeira parada foi na ponte do Burgo, que eu já conhecia da outra vez que caminhei por ali. Como é bom voltar e rever os lugares por onde já passamos! O dejà-vú bateu forte e eu lembrei das companhias que tinha quando passei ali há 3 anos: um casal da República Tcheca e uma menina da Lituânia. E agora eu estava na companhia do meu amigão brasileiro. Life is good!

Variante Espiritual: 3 anos antes com outras peregrinas

Variante Espiritual do Caminho Português: saindo de Pontevedra

Pouco a pouco fomos deixando a cidade grande pra trás e entrando em uma área mais rural. Além dos primeiros marcos do Caminho, encontramos indicações de que ali também passava a Via Romana (século XIX), que faz parte da rede de Vias Romanas Atlânticas.

Variante Espiritual do Caminho Português: Via Romana do século XIX

Entendem quando eu digo que o Caminho de Santiago também é cultura? 😉 Mas é preciso ser curioso e investigativo, e não deixar os pequenos detalhes passarem sem dar-lhes atenção. Aliás, o Caminho de Santiago é isso, né? Pequenos detalhes que chamam a atenção de diferentes pessoas por diversos motivos. Pra uns, eles têm mais importância que para outros.

Mais adiante avistamos a placa com toda a informação necessária pra quem quiser seguir pela esquerda e conhecer a Variante Espiritual. Pra quem quiser seguir pelo Caminho Português, é só seguir as flechas da direita. É bom lembrar que, indo pela direita, demora-se 2 dias pra chegar a Santiago, enquanto que, pela esquerda, pela Variante Espiritual, leva-se 3 dias pelo menos.

Variante Espiritual do Caminho Português: detalhes da rota

Dali fomos seguindo por imensos parreirais (as uvas estavam quase no ponto de serem colhidas) até chegar à Igrexa de San Pedro de Campaño. Ali, ao lado de uma escola, avistamos um campo com aparelhos de musculação ao ar livre e, como era verão, ele estava todo florescido!!! Deu até vontade de ficar por ali e fazer ginástica rodeada de flores <3

Variante Espiritual do Caminho Português: há flores em tudo que eu vejo!

Já passavam das 9 da manhã e queríamos parar pra tomar café. Tinha um hotel rural que não aceitava gente de fora, então seguimos adiante. Lá na frente, depois de outros 40 minutos caminhando, chegamos a um convento enorme: o Monastério de San Juan de Poio. Sabia que também dá pra dormir lá? As visitas guiadas aconteciam mais tarde, mas a fome falou mais alto e entramos pra ver se tinham uma cafeteria. Acabamos encontrando um belo buffet de café da manhã, com frutas, bolo, croissant, café e sucos. Sentamos, conversamos, fomos ao banheiro, ou seja, acho que ficamos uma hora ali descansando e repondo as energias. Recomendo tomar café ali! E se não quiser buffet, há um bar ao lado da cafeteria que serve só o café.

Variante Espiritual do Caminho Português: Monasterio de San Juan de Poyo

Logo depois avistamos uma ría enorme e já podíamos ver o povoado de Combarro ao fundo. Fomos andando até lá e, chegando ao povoado, decidimos sair do Caminho para conhecê-lo melhor, já que as flechas amarelas só entram um pouquinho na parte histórica e já desviam. E esse lugar é tão legal! Cheio de horreos, que são essas casinhas elevadas que servem pra secar milho (entre outros usos). Há muitos, muitos mesmo! E como fazia calor (já era meio dia), nos demos o direito de tomar algo gelado debaixo de um deles! Recomendo! Só não perca de vista o local da última flecha amarela, pra poder voltar à Variante Espiritual depois.

Variante Espiritual do Caminho Português: Combarro

Variante Espiritual do Caminho Português: descansando embaixo de um horreo

Peregrinos de verão não têm jeito: vão de bar em bar, de conversa em conversa, porque o objetivo não é chegar, e sim curtir o Caminho. Certo? 😉

Certo. Mas o erro de não ter pressa é pagar o preço de caminhar sob um sol escaldante e horroroso! E o pior é que, depois de Combarro, tem uma subida interminável pra chegar até Armenteira! Medonha mesmo! Se preparem 😉

Fomos caminhando, suando, conversando, parando, e Armenteira não chegava rsrs Por isso, se você puder se enrolar menos que a gente, vai sofrer menos caso o dia esteja super ensolarado. Mas eu também tive outra ideia que pode ser interessante, que vou comentar no final deste texto. Espero que você aguente esperar 😉 Mas nem tudo é dor e sofrimento, você pode ter boas surpresas e lindas vistas numa subida difícil também.

Variante Espiritual do Caminho Português: subida depois de Combarro

Chegamos em Armenteira!!! Que maravilha! O primeiro que se vê é o Mosteiro de Santa Maria de Armenteira, da Ordem Cisterciense. Seu estilo é Renascentista e Barroco e a construção data de 1162. Eu até achei que o albergue municipal de peregrinos era lá dentro, mas não era. Tinha que andar mais um tiquinho ainda pra chegar lá. Fomos nos arrastando até ele, e o pior é que havia uma última subidinha pra chegar (mas é bem perto, uns 5 minutos do Mosteiro). Com as pernas em frangalhos e suando bicas ao cubo, chegamos!!!

O albergue municipal foi reformado em 2017 e está bem novo! Tem 32 camas, 2 chuveiros em cada banheiro (masculino e feminino), máquinas de guloseimas e bebidas e mesas, e até cozinha equipada com os utensílios básicos. Gostei bastante! Chegamos depois das 16h em pleno agosto e ainda sobravam 5 camas.

Variante Espiritual do Caminho Português: albergue de peregrinos de Armenteira

Quem ficar sem lugar no albergue ou quiser uma hospedagem privada, existe a opção de dormir na Hospedaria dos Monastério. Mas precisa reservar com a freirinhas antes, por telefone, e há uma série de restrições que você precisa saber, como o fechamento das portas às 21:15 da noite. Podem dormir peregrinos e turistas, mas as condições são diferentes, de acordo com o que a freira responsável me explicou:

Peregrinos pagam 55 euros em quarto duplo com café da manhã, e 45 euros em quarto individual.

Hóspedes que não forem peregrinos (não apresentam a credencial) precisam reservar por 3 noites no mínimo. O valor por quarto duplo é de 75 euros com 3 refeições incluídas (e se você quiser pular alguma das refeições, o valor não muda). O horário das mesmas também é fixo: café da manhã às 8:00, almoço às 14:00 e jantar às 20:00.

visita guiada pelo mosteiro em diferentes horários, que precisa ser marcada com antecedência por telefone + 34 983 718300 (ou pessoalmente). Quando nós fomos, em agosto, não tínhamos reservado antes e não havia mais vagas disponíveis. Mas também pode-se visitar por livre, e foi o que fizemos.

Variante Espiritual do Caminho Português: Monasterio de Armenteira

Em Armenteira há uma terceira opção de hospedagem que tem até uma piscina bem convidativa! Chama-se Pousada Armenteira, e você pode reservar nesse link.

dois bares que servem almoço e jantar: O Comércio e A Fonte, que ficam bem na frente do Monastério.

Se estiver calor, descanse um pouco e volte a seguir as flechas amarelas que levam ao início da Rota da Pedra e da Água. Deixe os pés de molho nas piscinas naturais dessa rota e eles estarão novinhos em folha pro dia seguinte! E você irá se surpreender com os tons do por do sol daquela região, que se misturam às nuvens e mandam recados através de figuras naturais que podem dizer muito sobre você mesmo <3

Variante Espiritual do Caminho Português: Armenteira

Segunda etapa: de Armenteira a Vilanova de Arousa (24 Km)

Rota da Pedra e da Auga

Sim, se escreve assim mesmo: auga, em galego, é água. E essa rota é o ponto forte da Variante Espiritual do Caminho Português. É um caminho que segue as margens do rio Armenteira e passa por 33 moinhos de água desativados mas muito bem conservados.

Variante Espiritual do Caminho Português: Rota da Pedra e da Água

A rota da Pedra e da Água vai de Armenteira a Pontearnelas, ou ao contrário. Caso você não esteja seguindo pelo Caminho de Santiago, pode começar na outra extremidade da rota, que atravessa Ribadumia e Meis, na região chamada Salnés, próxima ao estuário do Arousa. A rota era o caminho utilizado antigamente para chegar ao Mosteiro de Armenteira todas as segundas-feiras de Páscoa. Tem 8,2 quilômetros de extensão e coincide com a PR-G 170 (marcação branca e amarela).

É uma pena que, a essa hora da manhã, esteja tudo escuro e tenhamos que começar a caminhada sob a luz das lanternas de cabeça. Não conseguimos ver toda a beleza da rota até que o dia clareou. Mas ouvir, isso ouvimos. O ruído do rio ao nosso lado era muito relaxante! Nós escolhemos andar pela margem direita do rio. Há muitas bifurcações e muitas vezes não sabíamos se tínhamos que cruzar para o outro lado. Como víamos a marcação amarela e branca das trilhas da PR-G 170, outra rota de trekking, confiamos nela e deu tudo certo. É bom saber que, durante esse trecho, você não vai ver setas amarelas e sim a marcação abaixo. Não se assuste, é por ali mesmo.

Variante Espiritual do Caminho Português: marcações

Variante Espiritual do Caminho Português: sinalização da rota da pedra e da água

Além dos moinhos, você vai ver a Aldea Labrega, que é um conjunto de esculturas que fazem a representação da vida cotidiana de uma vila galega do século XX. Tem até uma ótima explicação do que são os hórreos, que vimos anteriormente na cidade de Combarro.

Outra coisa bem interessante que aprendi nesse caminho é sobre os cruzeiros, que vemos o tempo todo ao longo do percurso. De um lado tem o Cristo crucificado, e no outro lado, atrás dessa figura, vemos diferentes versões da Virgem. Eles são o símbolo do sagrado e têm uma função protetora, e estão geralmente situados em encruzilhadas. O Cristo sempre está olhado à terra e, a Virgem, olhando o mar.

Variante Espiritual do Caminho Português: cruzeiros

Se você quiser lavar roupa durante o Caminho, à moda antiga, também pode. Sempre que eu vejo esses lavadeiros eu fico imaginando como era a rotina das mulheres daquela época, que iam lavar a roupa no rio, com água corrente e limpa, e até uma estrutura que deve ter sido bem usada, porque ainda existem em cada pequeno canto escondido de toda a Espanha!

Variante Espiritual do Caminho Português: lavadeiros

A rota da Pedra e da Água continua até Ribadumia, e passa por outros imensos parreirais, até chegar em Ponte Arnelas. Você vai ver um Centro de Informação ao Turista e, bem em frente, uma taberna, que também é hotel rural, chamada Os Castaños. Lá a gente fez uma parada pra um cafezão pra repor forças.

Variante Espiritual do Caminho Português: uvas pelo caminho em agosto

Quase chegando em Vilanova de Arousa, o destino daquele dia, avistamos uma capelinha e pessoas convidando a gente a parar, carimbar a credencial e tomar água. E lá dentro tinha uma voluntária americana que inclusive tocou uma música bem bonita no violão pra nós. <3

Finalmente avistamos o mar! Chegamos a Vilanova de Arousa! Mas para chegar até o albergue ainda faltava mais meia hora de caminhada pelo menos. E com aquele sol…. já estávamos nos arrastando outra vez.

Passamos por todos os banhistas que estavam deitados na areia, aproveitando o calor (nota mental: como o albergue da cidade é enorme, da próxima vez vale a pena tirar a bota e colocar os pés no mar por váaaarios minutos), passamos na frente de vários campings , até cruzar uma ponte e seguir à direita, por onde as flechas indicavam. Essa é a penúltima etapa da Variante Espiritual.

Variante Espiritual do Caminho Português: Vilanova de Arousa

Variante Espiritual do Caminho Português: chegando a Vilanova de Arousa

O albergue municipal fica no primeiro andar de um ginásio poliesportivo. Tem beliches, banheiros, duchas, sala com cozinha, e no andar de cima tem mais colchões para espalhar pelo chão, o que eleva a capacidade desse albergue a até 400 pessoas. E é lá onde você deve reservar o seu bilhete de barco para a manhã seguinte, com o próprio hospitaleiro. Mesmo que você pergunte em qualquer restaurante da cidade, todos vão dizer a mesma coisa: bilhetes só com o hospitaleiro 😉

Chegamos às 4 da tarde outra vez, e fomos comer. Fica a dica: se você chegar a essa hora em Vilanova de Arousa e quiser comer em restaurante, esqueça! A cozinha vai estar fechada e eles não vão te servir nada. Sei que isso pode acontecer porque moro há 14 anos em Madrid e estou acostumada, mas quem não mora nesse país, como meu amigo, se assusta. E não adianta choramingar, dizer que andou quase 25 km, que está morrendo de fome, que eles não vão se apiedar de você – pelo menos essa foi a nossa experiência em todos os restaurantes que ficam na frente do porto marítimo. Resta procurar algum mercado que não esteja na hora da siesta e comprar algo pra beliscar até as 20h, que é quando as cozinhas dos restaurantes abrem de novo. A gente estava tão cansado que nos contentamos com pacotinhos pequenos de batata chips (que por acaso vimos atrás da barra do lugar, porque nem isso eles ofereceram) e Coca-Cola bem gelada pra subir um pouco o açúcar e os ânimos.

Nossa ideia era pegar o barco às 18h naquela mesma tarde e ir a Padrón. Tinha lido algo a respeito em alguns blogs, que era incerto, mas queríamos tentar. Não deu certo. Aquela semana a maré estava baixa e não saía nenhum barco na parte da tarde, só na manhã do dia seguinte mesmo, às 8h.

Pode-se perguntar sobre a maré e até procurar no Google, ou ligar pro albergue de peregrinos, onde eles também informam. Nós não fizemos isso e nosso plano B teve que entrar em ação. Pegamos um táxi até Vilagarcia de Arousa, o seguinte povoado, e, de lá, um trem que nos levou a Santiago em 20 minutos. Não tem o mesmo glamour do que ir de barco, mas precisávamos chegar esse mesmo dia lá. Então o trecho em barco até Padrón, o chamado Traslatio, vai ficar pra próxima vez. Mas explico a seguir como funciona, e porque vale a pena fazê-lo.

O trecho de Padrón a Santiago eu já fiz anteriormente, por isso não foi prioridade dessa vez. Aliás, esse trecho é um sobe e desce sem fim! E a entrada em Santiago de Compostela foi por outro lugar, diferente do Caminho Francês e do Caminho Inglês. Eu adoro rever o vídeo dessa chegada 😉

Terceira etapa: Translatio – Vilanova de Arousa a Pontecesures em barco (1 hora)

O último dia da Variante Espiritual do Caminho Português é feito em barco, em uma rota marítima que vai da ria de Arousa até o rio Ulla, ligando Vilanova de Arousa a Pontecesures, refazendo o trecho da viagem em barco que levou os restos mortais do apóstolo Santiago à cidade de Compostela. O trajeto demora em média 1 hora e, durante o percurso, se vê 17 cruzeiros centenários, explicados pelo capitão do barco. É a única Via Crucis marítimo-fluvial do mundo!

Se você parou, no dia anterior, no Centro de Informação ao Turista de Ribadumia, pode ter recebido um guia desses cruzeiros Jacobeos. Nesse link está a informação completa e os nomes de cada um deles.

Esse trecho de barco também pode ser feito a pé. São 28 Km até Pontecesures e mais 2 km até Padrón. Nesse caso, seria preciso uma noite a mais para dormir em Padrón, descansar e, no dia seguinte, caminhar outros 25 km ao destino final: Santiago de Compostela.

Variante espiritual do Caminho Português: marcação e flechas

Variando a Variante Espiritual

Se você tem tempo e vai fazer esse trecho em pleno verão, eu sugiro dividir as etapas da Variante Espiritual de forma diferente para não pegar os picos de sol forte em subidas pesadas e poder molhar os pés nas águas geladinhas na Rota da Pedra e da Água, sem pressa. Assim você até poderá dedicar mais tempo a conhecer melhor as cidadezinhas por onde o caminho passa e suas atrações nos arredores. Veja minha sugestão de variação da Variante Espiritual:

  • Etapa 1: Pontevedra a Combarro (17 Km)
  • Etapa 2: Combarro a Ribadumia (13 km)
  • Etapa 3: Ribadumia a Vilanova de Arousa (17 Km)
  • Etapa 4: Vilanova de Arousa a Pontecesures (barco) e depois a pé a Santiago (26 Km)

Variante espiritual do Caminho Português: quase chegando a Combarro

Dicas e observações:

  • Durma em Combarro e aproveite para visitar as cachoeiras chamadas Las Fervenzas do Pereiro (em carro, excursão ou táxi). Reserve seu hotel em Combarro aqui.
  • Pare pra tomar café na taberna Os Castaños, em Ribadumia, que também é um hotel rural, onde você pode se hospedar. Veja aqui outras opções de hospedagem em Ribadumia.
  • O albergue de Vilanova de Arousa é enorme! Mas se você quiser mais privacidade, deixo essas opções de hotéis e pensões na cidade.
  • Veja algumas opções de hospedagem em Padrón aqui.
  • Se não quiser caminhar 26 quilômetros de uma vez pra chegar em Santiago, durma em Teo. Daí, no dia seguinte, serão apenas 13,1 km a Compostela. Teo tem albergue de peregrinos e também hospedagens privadas. Veja onde dormir em Teo.
  • Já sabe onde dormir em Santiago? Esse post sobre a chegada a Santiago dá essa e outras dicas!

Reserve seu hotel em Santiago de Compostela e… Bom Caminho!



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About the Author

Jornalista e travel blogger. Aprende o que o mundo ensina e inspira as pessoas a viajarem. Já morou na Finlândia, já trabalhou na Disney, fez o Caminho Inca e foi como peregrina a Santiago de Compostela algumas vezes. Vive atualmente em Madri e continua transformando seus feriados e férias de 23 dias ao ano nos melhores períodos da sua vida.



4 Responses to Variante Espiritual do Caminho Português

  1. Cleide says:

    Sensacional como te agradecer? Rezando por todos q nos ajudam nessa peregrinação. Amei

  2. Palmira OLiveira says:

    De Pontevedra a Santiago , pela variante espiritual dá direito à Compostelana?

    • Suzana says:

      Olá Palmira, tudo bem? Ótima pergunta. Não, não dá direito. Para ter direito à Compostela (que é o nome do diploma), é preciso começar pelo menos de Tui, ou seja, um pouco antes. Um abraço peregrino!

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