De caiaque a Vientiane (Laos)

Fizemos a loucura/ burrice de pegar um tour que nos prometia levar a Vientiane, nosso próximo destino no Laos, de caiaque. Melhor que ficar 4 horas dentro de um ônibus chato, pensamos. Éramos 10 pessoas, entre dinamarqueses, ingleses, holandeses, o colombiano e yo, la brasileña. Mas fique de olho, porque na verdade te levam em nada confortáveis tuk tuks até o rio onde se faz o passeio de caiaque (2 horas de trajeto), e você desce de caiaque por umas horas (umas 2 ou 3), e depois mais 2 horas de tuk tuk até a cidade. ou seja…uma ida normal de ônibus com uma parada pra fazer caiaque no meio!

Que seria legal….não fossem as corredeiras tão fortes e assustadoras! Os guias nos ensinaram antes que, se virássemos as p**** dos caiaques, era para segurarmos o remo e, com a outra mão, segurar o caiaque. Virar? Quem pensou em virar o caiaque? Claro que não, isso era fácil…até que veio a primeira corredeira, nos jogou pra cima, perdi o equilíbrio e tchibum na água…com aquelas “ondas” de rio em todas as direções, e eu e o Camilo não conseguíamos desviar o caiaque….a água me jogou longe dele, nadei até outro caiaque e só vi o nosso lá longe, abandonadinho, com a bolsa estanque com todos os nosso documentos (passaporte, carteira, câmera) boiando do lado do caiaque, amarrada nele. Era a visão do inferno ver nossa “vida” ali pendurada e boiando na água do rio…mas enfim….

O guia conseguiu desvirar o caiaque e subimos outra vez. Mas lá vem a próxima corredeira e eu me desequilibrei mais uma vez…e dessa vez era pior ainda, porque tinha aqueles redemoinhos que se formam e que, se você cai num deles, eles te jogam com toda força pra baixo, e quando você consegue subir à tona outra vez, eles te jogam pra baixo de novo! Um horror, por sorte os coletes salva-vidas, bem atados ao nosso corpo, nos ajudava “um pouco”. Eu com o remo em uma mão não conseguia nadar tão bem pro lado, pra sair dele, sem contar com várias outras correntezas querendo te arrastar cada uma pra um lado.

Nadei até uma árvore com uma aranha gigante, joguei água na bichinha pra espantá-la e me agarrei ali. O Camilo lá do outro lado conseguiu desvirar o caiaque e foi até ali me buscar. Mas eu já tava com medo e queria voltar de qualquer coisa, menos de caiaque!

Passamos a seguinte corredeira sem cair (e de costas hehehe), mas veio uma poderosa logo na frente, e eu remando super forte no meio dela, e não teve jeito, mais uma queda. Deixei a água me levar até um caiaque e não saí mais dali. Paramos para comer e depois já estávamos na reta final, sem corredeira (ufa!). Mas eu saí do passeio tremendo, e com a certeza de que, corredeiras de caiaque, nunca mais! Sei que o rafting é menos difícil, mas fiquei com trauma de rio...eu hein!

Se você quer aventura, encare. Mas não são aqueles caiaques fechados, são uns abertos nem um pouco estáveis. Mas como se deve provar de tudo pelo menos uma vez na vida…não deixe de tentar só porque alguém (eu) mais caía que ficava em cima do caiaque….hehehe

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About the Author

Jornalista e travel blogger. Aprende o que o mundo ensina e inspira as pessoas a viajarem. Já morou na Finlândia, já trabalhou na Disney, fez o Caminho Inca e foi como peregrina a Santiago de Compostela algumas vezes. Vive atualmente em Madri e continua transformando seus feriados e férias de 23 dias ao ano nos melhores períodos da sua vida.



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