Como visitar Halong Bay no Vietnã

O melhor do país foi deixado pro final. Até que, por coincidência, fiz a melhor rota pelo Vietnã. Ter começado pelo sul (Ho Chi Minh) me fez ir ganhando conhecimento sobre o país até chegar ao lugar que, na minha humilde opinião, tem as melhores vistas, as melhores sensações, e as minhas melhores experiências, com pessoas muito bacanas.

O que a gente fez: em Hanoi conheci mais 2 australianos que estavam no mesmo hostal que o Ryan (australiano que conheci mergulhando em Nha Trang) que não queriam, como eu, fazer os passeios “fast food” que as agências ofereciam. Então nós compramos passagens de ônibus na manhã seguinte e fomos direto à ilha de Cat Ba, que na verdade é uma das paradas que faz a maioria dos barcos nos roteiros de 2 noites. Pagamos 190.000 Dongs e depois de um ônibus, um barco e outro ônibus, chegamos ao mini-paraíso. Conhecemos uns espanhóis (sim, eles estão por toda parte na Ásia) que estavam em uma praia deserta a 20 minutos de caminhada do centrinho e fomos pra lá conferir. E já vimos as primeiras vistas da baía de Halong, já conhecemos a praia particular e seu bangalôs e já decidimos que ficaríamos que ali seria o nosso lugar pra passar a tarde e a noite.

Sem falar do por do sol….olha essas cores!!!! Olha os barquinhos!!!!

(Observação da blogueira: jamais deixe de fotografar um lugar pensando que pode fazê-lo mais tarde ou no dia seguinte…a preguiça me fez pensar assim, e os bangalôs não foram fotografados porque simplesmente estava caindo o mundo na manhã seguinte….minhas roupas que deixei secando no varal amanheceram encharcadas e eu não tinha a menor condição de captar nenhuma imagem debaixo daquele aguaceiro. Mas eu garanto que os bangalôs são charmosos. Super simples, um colchão no chão, mosquiteiro e ventilador apontado pra você. Banheiro fora. Por 6 dólares por pessoa, num bangalô pra 4. Ok, é estilo camping, eu confesso (low standard girl rules). Mas com aquela praia na frente, eu até dormiria na rede….)

E a gente tinha juntado mais 2 francesas na noite anterior, na agência super mega recomendada em Cat Ba (Slo Pony), e mais 2 casais, e íamos fazer o passeio de barco em 10 pessoas, em uma parte da baía que não era a que todos os barcos iam (ou seja, a gente não veria nenhum barco). Mas o dia amanheceu daquele jeito….molhado….fomos embaixo de chuva pra agência pra ver o que ia acontecer. O cara responsável disse que, pela experiência dele, quando chove assim, torrencialmente, à 1 da tarde geralmente para. Ele não nos garantia isso, mas recomensaria que a gente fosse mesmo assim. Um casal não acreditou nele e desistiu, mas as francesas foram super positivas e até falaram que, sem sol, a gente não se queimaria tanto 😉 então todos fomos pro barco pra ver se a chuva ia mesmo parar às 13h.

E não é que ela parou? 😀

O primeiro passeio de caiaque foi feito embaixo de umas gotinhas, e a gente levou câmera pra registrar as cavernas que íamos atravessando pra chegar em outras mini-baías. Mergulhos, risos, estacionamento de caiaques, cachorros nadando na Baía de Halong (que sortudos, eles podem fazer isso todos os dias!), e voltamos pro barco. Mas ninguém conseguia ficar parado, então subíamos no teto e nos jogávamos na água. A essa hora a chuva já tinha ido embora. E a cada 3 horas parávamos em um ponto diferente da baía pra mais mergulhos, pro almoço, pro jantar, e pra mais navegação. Nós sentados na frente do barco olhando embasbacados tanta beleza. Não conseguíamos parar de clicar…

Tivemos até um happy hour no topo do barco (com vodka Ha Noi) e um por do sol lindo, pra minha sorte e felicidade! Adoooro!

À noite, após o jantar, foi ainda mais divertido. E eu me lembrei muito da Ana Claudia Crispim e do post dela, de quando estivemos na casa de praia da Carmen no litoral de Sampa. Sim, dessa vez eu vi plânctons!!! À noite, sem nenhuma luz na água. Vários “spiros giros” na água quando a gente mexia as mãos. Uma luz vindo lá do fundo quando batíamos os pés. Era assustador e lindo, e os 8 do barco não queríamos sair da água e deixar os plânctons pra trás. E ficamos lá, mergulhando e saltando até cansarmos e irmos dormir. Mas quem disse que íamos pras cabines chatas? Cada um achou um puff e se ajeitou e dormimos no teto do barco, vendo as estrelas….e amanhecemos com uma baía linda refletindo na água com os primeiros raios de sol da manhã. Indescritível, inesquecível, maravilhoso. Sim, a sorte nos acompanha!!!

Por que Halong Bay foi especial? Porque o Ryan é meu amigo desde que fomos mergulhar juntos em Nha Trang, porque o Jerry é o bom moço que cuida das meninas, porque o Andy é aventureiro e tira água do caiaque quando resolvemos virá-lo de cabeça pra baixo, porque as duas francesas são super ativas, esportivas e molecas, e bem queridas e interessadas sobre a minha vida, e porque o casal holandês era bem simpático e se entrosou com a gente o tempo todo, não ficando a sós entre eles. Eu colocava às vezes uma Vanessa da Mata pra tocar…e o barco ia serpenteando pelas mini-baías da baía de Halong. Na volta começou a chover de novo, mas já tinha sido bacana tudo. Dormimos uma noite na praia central de Cat Ba, vimos uma vista linda e fechamos com chave de ouro!

No dia seguinte já pegamos mais 2 ônibus e 1 barco pra voltar a Hanoi. Daí eu vi essa aberração sentada do meu lado, que rendeu vários comentários no Facebook…(acho que ela esqueceu a máscara em casa e, na falta dela, usou o pão….). Afinal, o que é pior: o pão encaixado sob os óculos, ou o sutiã de oncinha? 😉

É…quando a gente acha que já viu de tudo nessa vida…aparecem estas pessoas que nos rendem umas boas gargalhadas 🙂

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About the Author

Jornalista e travel blogger. Aprende o que o mundo ensina e inspira as pessoas a viajarem. Já morou na Finlândia, já trabalhou na Disney, fez o Caminho Inca e foi como peregrina a Santiago de Compostela algumas vezes. Vive atualmente em Madri e continua transformando seus feriados e férias de 23 dias ao ano nos melhores períodos da sua vida.



2 Responses to Como visitar Halong Bay no Vietnã

  1. Suzzzzzzzzzzzzzz!!!!!! Como é bom viajar com você!!!! A-do-ro.
    Cara, achei que fosse zoeira o lance do pão na cara! Como pode isso?
    Adorei a narracão, o céu maravilhoso, as baías. Viajei na minha cadeira de trabalho, ouvindo Orishas.

  2. Suz says:

    que delícia sua trilha sonora!! 🙂 e eu queria ter melhores conexões pra acompanhar o TEU blog, mas dei uma bisolhadinha e tá cheio de coisa legal pra comentar! aguarde-me 😉

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